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dc.contributor.advisorCastro, Adriana Garcia Peloggia deen_US
dc.contributor.authorSilva, Natália Carvalho daen_US
dc.date.accessioned2026-07-15T14:14:10Z-
dc.date.available2026-07-15T14:14:10Z-
dc.date.issued2026-
dc.identifier.citationSILVA, Natália Carvalho da. Concordância da escala brasileira de insegurança alimentar entre pais/responsáveis e adolescentes e associações com a saúde mental dos adolescentes matriculados no ensino médio integrado ao técnico. São Paulo, 2026. 64 p. Dissertação (Mestrado em Nutrição do Nascimento à Adolescência) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2026.en_US
dc.identifier.urihttp://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/2518-
dc.description.abstractIntrodução: A insegurança alimentar está associada com diversos desfechos na adolescência. Apesar da crescente autonomia dos adolescentes, as evidências têm se baseado nos relatos dos pais/responsáveis, e existem poucos estudos (todos internacionais) comparando diretamente as percepções dos adolescentes e pais/responsáveis sobre a segurança alimentar. O presente estudo teve por objetivo avaliar a concordância (discordância) entre as experiências relatadas por pais/responsáveis e adolescentes sobre a segurança alimentar domiciliar. Metodologia: Pares de pais/responsáveis e adolescentes matriculados em duas escolas técnicas estaduais do município de São Paulo (n = 119; 238 participantes) foram convidados a participar da pesquisa. A insegurança alimentar foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Questões sociodemográficas foram relatadas também por ambos os pais/responsáveis e adolescentes para classificação da amostra. Os adolescentes reportaram oito perguntas sobre saúde mental; incluindo questões relativas à tristeza, irritação, desvalorização da vida, e sofrimento de bullying. Para verificar a concordância entre pais-adolescentes, tabulações cruzadas e coeficiente de Kappa foram calculados, bem como a avaliação item por item por meio da frequência (%) das respostas afirmativas que foram comparadas por meio do teste do qui-quadrado. As análises sobre saúde mental foram verificadas por meio das diferenças entre nível de segurança alimentar e presença de sofrimento psíquico e bullying por meio do teste do qui-quadrado. Todas as análises foram conduzidas no programa RStudio e para todos os testes considerou-se nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: A maioria dos domicílios foi classificada em segurança alimentar por pais (61,34%) e adolescentes (68,07%). Observou-se concordância moderada (k=0,42), com 29,41% de discordância. Pais tenderam a subestimar relatos de insegurança dos adolescentes, enquanto estes, em menor proporção, minimizaram situações mais severas. Houve associações significativas sobretudo nos itens relacionados à preocupação com a falta de alimentos e à redução quantitativa e qualitativa da alimentação. Em relação aos indicadores de saúde mental, 99,16% dos adolescentes, independentemente do nível de segurança alimentar apresentaram algum indicador de sofrimento psíquico e 9,4% relataram sofrer bullying pelo menos 1x nos últimos 30 dias, sendo que 47,06% relataram que a aparência foi motivo de bullying. Conclusão: O estudo demonstrou uma concordância moderada entre os relatos, evidenciando que pais e responsáveis tendem a subestimar a insegurança alimentar vivenciada pelos adolescentes. A elevada prevalência de sofrimento psíquico, independentemente do status de segurança alimentar, aliada à maior exposição ao bullying no grupo em vulnerabilidade, reforça a urgência de estratégias intersetoriais de acolhimento e o reconhecimento do adolescente como informante direto em diagnósticos nutricionais e sociais.en_US
dc.description.abstractIntrodução: A insegurança alimentar está associada com diversos desfechos na adolescência. Apesar da crescente autonomia dos adolescentes, as evidências têm se baseado nos relatos dos pais/responsáveis, e existem poucos estudos (todos internacionais) comparando diretamente as percepções dos adolescentes e pais/responsáveis sobre a segurança alimentar. O presente estudo teve por objetivo avaliar a concordância (discordância) entre as experiências relatadas por pais/responsáveis e adolescentes sobre a segurança alimentar domiciliar. Metodologia: Pares de pais/responsáveis e adolescentes matriculados em duas escolas técnicas estaduais do município de São Paulo (n = 119; 238 participantes) foram convidados a participar da pesquisa. A insegurança alimentar foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Questões sociodemográficas foram relatadas também por ambos os pais/responsáveis e adolescentes para classificação da amostra. Os adolescentes reportaram oito perguntas sobre saúde mental; incluindo questões relativas à tristeza, irritação, desvalorização da vida, e sofrimento de bullying. Para verificar a concordância entre pais-adolescentes, tabulações cruzadas e coeficiente de Kappa foram calculados, bem como a avaliação item por item por meio da frequência (%) das respostas afirmativas que foram comparadas por meio do teste do qui-quadrado. As análises sobre saúde mental foram verificadas por meio das diferenças entre nível de segurança alimentar e presença de sofrimento psíquico e bullying por meio do teste do qui-quadrado. Todas as análises foram conduzidas no programa RStudio e para todos os testes considerou-se nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: A maioria dos domicílios foi classificada em segurança alimentar por pais (61,34%) e adolescentes (68,07%). Observou-se concordância moderada (k=0,42), com 29,41% de discordância. Pais tenderam a subestimar relatos de insegurança dos adolescentes, enquanto estes, em menor proporção, minimizaram situações mais severas. Houve associações significativas sobretudo nos itens relacionados à preocupação com a falta de alimentos e à redução quantitativa e qualitativa da alimentação. Em relação aos indicadores de saúde mental, 99,16% dos adolescentes, independentemente do nível de segurança alimentar apresentaram algum indicador de sofrimento psíquico e 9,4% relataram sofrer bullying pelo menos 1x nos últimos 30 dias, sendo que 47,06% relataram que a aparência foi motivo de bullying. Conclusão: O estudo demonstrou uma concordância moderada entre os relatos, evidenciando que pais e responsáveis tendem a subestimar a insegurança alimentar vivenciada pelos adolescentes. A elevada prevalência de sofrimento psíquico, independentemente do status de segurança alimentar, aliada à maior exposição ao bullying no grupo em vulnerabilidade, reforça a urgência de estratégias intersetoriais de acolhimento e o reconhecimento do adolescente como informante direto em diagnósticos nutricionais e sociais.en_US
dc.language.isopt_BRen_US
dc.publisherCentro Universitário São Camiloen_US
dc.subjectadolescenteen_US
dc.subjectestudo de validaçãoen_US
dc.subjectinsegurança alimentaren_US
dc.subjectsaúde mentalen_US
dc.titleConcordância da escala brasileira de insegurança alimentar entre pais/responsáveis e adolescentes e associações com a saúde mental dos adolescentes matriculados no ensino médio integrado ao técnicoen_US
dc.typetesesen_US
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