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http://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/2516| Título: | Impacto do excesso de peso pré-gestacional nos desfechos obstétricos e neonatais em uma unidade de terapia intensiva neonatal na cidade de São Luís/MA |
| Autor(es): | Masquio, Deborah Cristina Landi Cantanhede, Nayra Anielly Cabral Quirino, Stefanie Mendes |
| Palavras-chave: | mortalidade infantil Unidades de Terapia Intensiva neonatal |
| Data do documento: | 2026 |
| Editor: | Centro Universitário São Camilo |
| Citação: | QUIRINO, Stefanie Mendes. Impacto do excesso de peso pré-gestacional nos desfechos obstétricos e neonatais em uma unidade de terapia intensiva neonatal na cidade de São Luís/MA. São Paulo, 2026. 70 p. Dissertação (Mestrado em Nutrição do Nascimento à Adolescência) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2026. |
| Resumo: | A obesidade materna constitui um dos principais desafios contemporâneos da saúde pública, especialmente no contexto da gestação, devido à sua associação com complicações obstétricas e desfechos neonatais adversos. O aumento progressivo da prevalência de excesso de peso entre mulheres em idade reprodutiva tem repercussões diretas sobre a morbimortalidade perinatal, sobretudo em populações de maior vulnerabilidade clínica, como recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Alterações metabólicas, inflamatórias e vasculares relacionadas ao excesso de tecido adiposo podem interferir na função placentária, no crescimento fetal e na adaptação neonatal, configurando um possível fator de risco para óbito neonatal. Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi investigar a associação entre excesso de peso materno pré-gestacional e mortalidade neonatal em recém-nascidos admitidos em UTIN de um hospital universitário em São Luis-Maranhão. Trata-se de estudo de coorte retrospectiva, realizado a partir da análise de prontuários de 303 binômios mãe-recém-nascido internados entre janeiro e dezembro de 2024. Foram coletadas variáveis sociodemográficas maternas, complicações obstétricas e dados antropométricos, incluindo peso pré-gestacional, estatura, índice de massa corporal pré-gestacional e ganho de peso gestacional. Dos recém-nascidos, coletaram-se dados antropométricos (peso, comprimento e perímetro cefálico ao nascer), idade gestacional, diagnósticos clínicos e informações sobre condições neonatais, tipo de parto e tempo de internação. A exposição principal foi o excesso de peso materno pré-gestacional, definido por índice de massa corporal = 25 kg/m², categorizado de forma binária (sim/não). O desfecho foi óbito neonatal ocorrido durante a internação na UTIN. Realizou-se análise descritiva das características maternas e neonatais, seguida de análises bivariadas para estimativa das razões de prevalência (RP). Para o desfecho principal, empregou-se regressão de Poisson com variância robusta para obtenção de RP ajustadas por potenciais confundidores maternos pré-gestacionais: faixa etária, escolaridade, cor/etnia e estado civil. A prevalência de excesso de peso pré-gestacional foi de 60,39%. Observou-se maior frequência de síndromes hipertensivas da gestação e infecção do trato urinário entre mulheres com excesso de peso. No âmbito neonatal, destacaram-se maiores prevalências de taquipneia transitória, hipoglicemia e necessidade de ventilação assistida. A mortalidade neonatal foi de 11,22%, sendo significativamente superior entre filhos de mães com excesso de peso (RP bruta = 2,52; IC95%: 1,13–5,62). Após ajuste pelos confundidores maternos, a associação manteve direção positiva, porém com atenuação da magnitude e perda de significância estatística (RP ajustada = 1,99; IC 95%: 0,94–4,23). Os achados sugerem que o excesso de peso materno pré-gestacional contribui para maior carga de morbidade obstétrica e neonatal em recém-nascidos internados em UTIN, com possível repercussão sobre o risco de óbito. A atenuação da associação após ajuste evidencia o papel relevante de determinantes sociodemográficos como fatores de confusão, reforçando a complexidade causal envolvida. Conclui-se que o controle do estado nutricional antes da gestação e o monitoramento adequado do ganho de peso gestacional durante o pré-natal configuram estratégias essenciais para redução de desfechos adversos, especialmente em contextos de alta complexidade assistencial. |
| URI: | http://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/2516 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações |
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