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Título: Insegurança alimentar e consumo alimentar dos adolescentes da rede pública de ensino da cidade de Macapá, Amapá, Brasil
Autor(es): Castro, Adriana Garcia Peloggia de
Barbosa, Priscila Dias dos Santos
Palavras-chave: dieta
dieta saudável
estudos transversais
ingestão de alimentos
insegurança alimentar
Data do documento: 2026
Editor: Centro Universitário São Camilo
Citação: BARBOSA, Priscila Dias dos Santos. Insegurança alimentar e consumo alimentar dos adolescentes da rede pública de ensino da cidade de Macapá, Amapá, Brasil. São Paulo, 2026. 71 p. Dissertação (Mestrado em Nutrição do Nascimento à Adolescência) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2026.
Resumo: Introdução: Existe uma lacuna nos estudos sobre padrão dietético e adolescentes da região do Macapá com algum nível de insegurança alimentar, e assim surge a preocupação se esses adolescentes apresentarem padrões dietéticos menos regionalizados, e interferindo no consumo de alimentos hiper-palatáveis, calóricos. Portanto, o objetivo foi avaliar as associações entre insegurança alimentar domiciliar e a qualidade da dieta em adolescentes. Metodologia: O estudo de delineamento transversal com amostragem aleatória estratificada simples foi conduzido no período de 2025-2026 em 9 escolas da rede ensino estadual na modalidade de "Ensino Tempo Integral" e seguiu as orientações do STROBE-NUT O nível de insegurança alimentar foi avaliado por meio da "Escala Brasileira de Insegurança Alimentar" e os pais/responsáveis preencheram a escala. O questionário de triagem alimentar adaptado para a população de adolescentes com 16 itens de alimentos e bebidas foi utilizado para avaliar a qualidade da dieta, e um sistema de pontuação foi utilizado alinhado às recomendações dietéticas em oito componentes alimentares, com pontuação variando de 0 a 65 pontos. Questões sociodemográficas foram relatadas por ambos os adolescentes e os pais/responsáveis e consideradas como covariáveis do estudo. Estatística descritiva dos dados e modelos de regressão foram realizados para avaliar as medianas de pontuação para cada componente e total da ingestão dietética por nível de insegurança alimentar. O programa RStudio (versão 2023, Posit, PBC, software) foi utilizado e considerado-se como significativo para todos os testes o valor de p<0,05 (5%). Resultados: Aproximadamente 65% dos adolescentes apresentaram algum nível de insegurança alimentar. Os adolescentes apresentaram diferenças significativas nos escores totais de qualidade da dieta, com escores ligeiramente menores para aqueles que vivem em domicilios com insegurança alimentar leve (Mpontuação = 24,20) e grave (Mpontuação = 23,46) em comparação com aqueles que vivem em domicílios com segurança alimentar (Mpontuação 26,06) (p<0,01). Os modelos ajustados mostraram que os adolescentes no 3º tercil de qualidade da dieta apresentaram 11% de chances de insegurança alimentar (OR = 0,89; IC 95% 0,82-0,85; p<0,01). As para frutas e vegetais (B= -0,14; IC 95% -0,25, -0,03; p < 0,02) e alimentos ricos em gordura saturada e sódio (B= -0,05; IC 95% -0,09, -0,01; p = 0,04) apresentaram associação negativa significativa com a insegurança alimentar. Conclusão: A qualidade da dieta dos adolescentes piora à medida que aumenta a gravidade da insegurança alimentar. Nutricionistas e outros profissionais da área da saúde, e pesquisadores e gestores de políticas públicas podem utilizar os resultados para e planejar estratégias de mudanças de comportamento e políticas públicas para melhorar a saúde e a nutrição dos adolescentes.
URI: http://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/2514
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