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dc.contributor.advisorKobal, Priscila Salaen_US
dc.contributor.authorSantos, Simone Mayane Mendes dosen_US
dc.date.accessioned2026-06-01T19:23:37Z-
dc.date.available2026-06-01T19:23:37Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.citationSANTOS, Simone Mayane Mendes dos. Avaliação do risco e estado nutricional e seu impacto no desfecho clínico de pacientes de uma unidade de terapia intensiva cardiológica pediátrica de São Luís – Maranhão. São Paulo, 2025. 41 p. Dissertação (Mestrado em Nutrição do Nascimento à Adolescência) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2025.en_US
dc.identifier.urihttp://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/2510-
dc.description.abstractEm crianças e adolescentes cardiopatas a desnutrição é uma condição clínica que aparece com grande frequência e a causa principal é a utilização ineficaz de nutrientes em decorrência do elevado gasto energético inerente às condições clínicas característica da doença de base. O objetivo deste estudo foi avaliar o risco e estado nutricional e seu impacto no desfecho clínico de pacientes de uma UTI cardiológica pediátrica de São Luís- Maranhão.Trata-se de estudo longitudinal, retrospectivo, realizado por meio da coleta de dados de prontuários de pacientes internados no período de janeiro 2021 a janeiro de 2024. Considerou-se elegíveis para a pesquisa os pacientes de ambos os sexos com idade entre 1 mês a 15 anos de idade, admitidos na UTI em pós-operatório de cirurgia cardíaca e com permanência mínima de 24 horas. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos, bem como o risco nutricional pela STRONGkids e o estado nutricional pelas curvas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética e a coleta de dados só foi iniciada após o consentimento de todos os participantes. Participaram do estudo 125 pacientes, sendo a maioria do sexo masculino (50,4%). Em relação à faixa etária, a maioria dos pacientes eram pré-escolar (53,6%). Houve predomínio de cardiopatias acianogênicas (82,4%). Ventilação mecânica por mais de 24 horas esteve presente em 12,8% da amostra. A mediana do escore de gravidade Pediatric Index of Mortality (PIM 2) foi de 0,8 (IQR:0,4-1,5), e o tempo de internação hospitalar foi de 13 dias (IQR:8-22 dias). Pelo indicador peso para estatura (P/E) 20,48% dos pacientes eram desnutridos. Pelo peso para idade(P/I) 30,97% eram baixo peso, enquanto no indicador estatura para idade (E/I), 24 % apresentaram baixa estatura. O IMC para idade(IMC/I), revelou 23,2% dos pacientes como desnutridos. O risco nutricional pela STRONGkids mostrou maior prevalência para o médio risco (82,4 %). Lactentes apresentaram maior prevalência de desnutrição pelo P/E (34,6%), baixo peso pelo P/I (65,4%), desnutrição segundo IMC/I (50,0%) e baixa estatura (50%). Pacientes em uso de ventilação mecânica por mais de 24 horas apresentaram maior prevalência de desnutrição pelo P/E (50%), baixo peso pelo P/I (68,8%), desnutrição segundo IMC/I (56,2%) e baixa estatura pela E/I (62,5%). O PIM 2, mostrou diferença significativa apenas para o indicador estatura/idade (p=0,012). O IMC/I apresentou associação significativa com o tempo de internação (p=0,010), assim como o peso por estatura (p=0,006), indicando um aumento médio de 15,08 dias no tempo de internação nos pacientes desnutridos. Pacientes com alto risco apresentaram 3,16 dias a mais de internação que os pacientes com médio risco, mas não houve significância estatística (p=0,0433). O estudo demonstrou que a desnutrição por meio dos indicadores P/E e IMC/I esteve associada a maior tempo de internação. A maioria dos pacientes apresentou médio risco nutricional pela ferramenta STRONGkids. De modo geral, os dados mostram a importância do rastreamento do risco nutricional, avaliação nutricional e intervenção precoce como estratégia para otimizar o desfecho clínico e reduzir o tempo de internação hospitalar em pediatria.en_US
dc.description.abstractEm crianças e adolescentes cardiopatas a desnutrição é uma condição clínica que aparece com grande frequência e a causa principal é a utilização ineficaz de nutrientes em decorrência do elevado gasto energético inerente às condições clínicas característica da doença de base. O objetivo deste estudo foi avaliar o risco e estado nutricional e seu impacto no desfecho clínico de pacientes de uma UTI cardiológica pediátrica de São Luís- Maranhão.Trata-se de estudo longitudinal, retrospectivo, realizado por meio da coleta de dados de prontuários de pacientes internados no período de janeiro 2021 a janeiro de 2024. Considerou-se elegíveis para a pesquisa os pacientes de ambos os sexos com idade entre 1 mês a 15 anos de idade, admitidos na UTI em pós-operatório de cirurgia cardíaca e com permanência mínima de 24 horas. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos, bem como o risco nutricional pela STRONGkids e o estado nutricional pelas curvas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética e a coleta de dados só foi iniciada após o consentimento de todos os participantes. Participaram do estudo 125 pacientes, sendo a maioria do sexo masculino (50,4%). Em relação à faixa etária, a maioria dos pacientes eram pré-escolar (53,6%). Houve predomínio de cardiopatias acianogênicas (82,4%). Ventilação mecânica por mais de 24 horas esteve presente em 12,8% da amostra. A mediana do escore de gravidade Pediatric Index of Mortality (PIM 2) foi de 0,8 (IQR:0,4-1,5), e o tempo de internação hospitalar foi de 13 dias (IQR:8-22 dias). Pelo indicador peso para estatura (P/E) 20,48% dos pacientes eram desnutridos. Pelo peso para idade(P/I) 30,97% eram baixo peso, enquanto no indicador estatura para idade (E/I), 24 % apresentaram baixa estatura. O IMC para idade(IMC/I), revelou 23,2% dos pacientes como desnutridos. O risco nutricional pela STRONGkids mostrou maior prevalência para o médio risco (82,4 %). Lactentes apresentaram maior prevalência de desnutrição pelo P/E (34,6%), baixo peso pelo P/I (65,4%), desnutrição segundo IMC/I (50,0%) e baixa estatura (50%). Pacientes em uso de ventilação mecânica por mais de 24 horas apresentaram maior prevalência de desnutrição pelo P/E (50%), baixo peso pelo P/I (68,8%), desnutrição segundo IMC/I (56,2%) e baixa estatura pela E/I (62,5%). O PIM 2, mostrou diferença significativa apenas para o indicador estatura/idade (p=0,012). O IMC/I apresentou associação significativa com o tempo de internação (p=0,010), assim como o peso por estatura (p=0,006), indicando um aumento médio de 15,08 dias no tempo de internação nos pacientes desnutridos. Pacientes com alto risco apresentaram 3,16 dias a mais de internação que os pacientes com médio risco, mas não houve significância estatística (p=0,0433). O estudo demonstrou que a desnutrição por meio dos indicadores P/E e IMC/I esteve associada a maior tempo de internação. A maioria dos pacientes apresentou médio risco nutricional pela ferramenta STRONGkids. De modo geral, os dados mostram a importância do rastreamento do risco nutricional, avaliação nutricional e intervenção precoce como estratégia para otimizar o desfecho clínico e reduzir o tempo de internação hospitalar em pediatria.en_US
dc.language.isopt_BRen_US
dc.publisherCentro Universitário São Camiloen_US
dc.subjectcirurgia torácicaen_US
dc.subjectdesnutriçãoen_US
dc.subjectestado nutricionalen_US
dc.subjectUnidades de terapia intensiva pediátricaen_US
dc.titleAvaliação do risco e estado nutricional e seu impacto no desfecho clínico de pacientes de uma unidade de terapia intensiva cardiológica pediátrica de São Luís - Maranhãoen_US
dc.typetesesen_US
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