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Título: Relação entre o comer intuitivo e o comer emocional em universitários
Autor(es): Ganen, Aline de Piano
Paixão, Amanda Amorim Morais
Palavras-chave: comer intuitivo
comportamento alimentar
emoções
estudantes
Data do documento: 2025
Editor: Centro Universitário São Camilo
Citação: PAIXÃO, Amanda Amorim Morais. Relação entre o comer intuitivo e o comer emocional em universitários. São Paulo, 2025. 52 p. Dissertação (Mestrado em Nutrição do Nascimento à Adolescência) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2025.
Resumo: O comportamento alimentar é influenciado por diversos fatores, como habilidades culinárias, preferências de sabor e hábitos familiares. Na adolescência, a busca por recompensa pode levar a escolhas alimentares prejudiciais, enquanto a intensa reatividade emocional torna os jovens mais vulneráveis a emoções negativas, o que pode resultar em comportamentos desadaptativos, como comer para lidar com emoções. Em contraste, o comer emocional está relacionado a experiências afetivas, enquanto o comer intuitivo se baseia na conexão entre corpo e mente, respeitando os sinais internos de fome e saciedade. Indivíduos que praticam o comer intuitivo tendem a ter menor propensão a transtornos alimentares e sofrimento psicológico. O estudo objetivou avaliar a relação entre comer intuitivo e emocional em jovens universitários. A amostra foi composta por 47 adolescentes de 18 a 19 anos do curso de Graduação em Nutrição do Centro Universitário São Camilo. Foram aplicados dois questionários: o Intuitive Eating Scale-2, que avalia o comer intuitivo, e o Three-Factor Eating Questionnaire, que identifica o comer emocional. Após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CoEP), os dados foram analisados no software RStudio IDE (versão 2023.06.1+524). Os resultados mostraram que os indivíduos que não praticavam o comer intuitivo apresentaram escores significativamente mais altos de alimentação emocional e descontrole alimentar. O escore médio de alimentação emocional foi mais elevado entre os participantes que não seguiam a alimentação intuitiva (7.66 ± 2.54 vs. 5.33 ± 2.01; p = 0.001), assim como o descontrole alimentar (21.96 ± 5.47 vs. 15.92 ± 3.54; p < 0.001). A restrição cognitiva, entretanto, não apresentou diferença significativa entre os grupos (p = 0.216), sugerindo que a preocupação com peso e forma corporal pode não estar diretamente relacionada à prática do comer intuitivo. Foram observadas correlações significativas entre os componentes do comer intuitivo e as variáveis do comer emocional. A Permissão Incondicional para Comer correlacionou-se negativamente com a Restrição Cognitiva (-0.68, p < 0.001) e com o escore total do TFEQ (-0.41, p < 0.01), sugerindo que maior autonomia alimentar pode reduzir preocupações excessivas com restrição. O Comer por Razões Físicas e não Emocionais apresentou correlação positiva com a Dependência de Sinais de Fome e Saciedade (0.46, p < 0.01) e com a Harmonia das Escolhas Alimentares (0.83, p < 0.001), indicando que indivíduos que não comem por razões emocionais tendem a estar mais alinhados com os sinais fisiológicos. Os achados reforçam o comer intuitivo como estratégia para prevenir padrões alimentares disfuncionais, melhorar a relação com a comida e promover o bem-estar emocional. A ausência do comer intuitivo foi associada a maior alimentação emocional e descontrole alimentar, mas não houve diferenças significativas na restrição cognitiva entre os grupos, sugerindo que esse fator pode estar relacionado a outras variáveis psicológicas. O estudo propõe que futuras pesquisas investiguem a relação entre alimentação intuitiva e emocional em diferentes contextos e populações, além de explorar intervenções que promovam essa abordagem para melhorar a saúde nutricional e mental.
O comportamento alimentar é influenciado por diversos fatores, como habilidades culinárias, preferências de sabor e hábitos familiares. Na adolescência, a busca por recompensa pode levar a escolhas alimentares prejudiciais, enquanto a intensa reatividade emocional torna os jovens mais vulneráveis a emoções negativas, o que pode resultar em comportamentos desadaptativos, como comer para lidar com emoções. Em contraste, o comer emocional está relacionado a experiências afetivas, enquanto o comer intuitivo se baseia na conexão entre corpo e mente, respeitando os sinais internos de fome e saciedade. Indivíduos que praticam o comer intuitivo tendem a ter menor propensão a transtornos alimentares e sofrimento psicológico. O estudo objetivou avaliar a relação entre comer intuitivo e emocional em jovens universitários. A amostra foi composta por 47 adolescentes de 18 a 19 anos do curso de Graduação em Nutrição do Centro Universitário São Camilo. Foram aplicados dois questionários: o Intuitive Eating Scale-2, que avalia o comer intuitivo, e o Three-Factor Eating Questionnaire, que identifica o comer emocional. Após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CoEP), os dados foram analisados no software RStudio IDE (versão 2023.06.1+524). Os resultados mostraram que os indivíduos que não praticavam o comer intuitivo apresentaram escores significativamente mais altos de alimentação emocional e descontrole alimentar. O escore médio de alimentação emocional foi mais elevado entre os participantes que não seguiam a alimentação intuitiva (7.66 ± 2.54 vs. 5.33 ± 2.01; p = 0.001), assim como o descontrole alimentar (21.96 ± 5.47 vs. 15.92 ± 3.54; p < 0.001). A restrição cognitiva, entretanto, não apresentou diferença significativa entre os grupos (p = 0.216), sugerindo que a preocupação com peso e forma corporal pode não estar diretamente relacionada à prática do comer intuitivo. Foram observadas correlações significativas entre os componentes do comer intuitivo e as variáveis do comer emocional. A Permissão Incondicional para Comer correlacionou-se negativamente com a Restrição Cognitiva (-0.68, p < 0.001) e com o escore total do TFEQ (-0.41, p < 0.01), sugerindo que maior autonomia alimentar pode reduzir preocupações excessivas com restrição. O Comer por Razões Físicas e não Emocionais apresentou correlação positiva com a Dependência de Sinais de Fome e Saciedade (0.46, p < 0.01) e com a Harmonia das Escolhas Alimentares (0.83, p < 0.001), indicando que indivíduos que não comem por razões emocionais tendem a estar mais alinhados com os sinais fisiológicos. Os achados reforçam o comer intuitivo como estratégia para prevenir padrões alimentares disfuncionais, melhorar a relação com a comida e promover o bem-estar emocional. A ausência do comer intuitivo foi associada a maior alimentação emocional e descontrole alimentar, mas não houve diferenças significativas na restrição cognitiva entre os grupos, sugerindo que esse fator pode estar relacionado a outras variáveis psicológicas. O estudo propõe que futuras pesquisas investiguem a relação entre alimentação intuitiva e emocional em diferentes contextos e populações, além de explorar intervenções que promovam essa abordagem para melhorar a saúde nutricional e mental.
URI: http://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/2508
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