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Título: Relação entre crenças alimentares e comer transtornado em jovens universitárias
Autor(es): Masquio, Deborah Cristina Landi
Barbosa, Fernanda Zerbato
Palavras-chave: adolescente
comportamento alimentar
transtornos da alimentação e da ingestão de alimentos
religião
Data do documento: 2025
Editor: Centro Universitário São Camilo
Citação: BARBOSA, FERNANDA ZERBATO. Relação entre crenças alimentares e comer transtornado em jovens universitárias. São Paulo, 2025. 55 p. Dissertação (Mestrado em Nutrição do Nascimento à Adolescência) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2025.
Resumo: A adolescência é uma fase de intenso desenvolvimento físico e emocional, caracterizado pelo inicio da busca por autonomia e identidade. Comportamento alimentares adquiridos nesse período podem perdurar ao longo da vida e são influenciados por múltiplos fatores, como a percepção corporal, crenças pessoais e padrões culturais. O comer transtornado, mais comum em mulheres, envolve práticas alimentares disfuncionais ligadas à insatisfação corporal e desejo de controlar o peso, sendo um fator de risco para transtornos alimentares. As crenças alimentares desempenham papel central na formação do comportamento alimentar, e são definidas como convicções, ideias ou opiniões que influenciam interpretação da realidade e a tomada de decisões sobre a alimentação. Podem ser conscientes ou inconscientes e se formam com base em experiências pessoais, influências externas e construções socioculturais. As crenças alimentares podem afetar diversos aspectos do comportamento alimentar, como escolhas alimentares, preparação de alimentos, horários das refeições e relação com o próprio corpo. O objetivo deste estudo foi identificar a relação entre comer transformado e crenças alimentares em jovens do sexo feminino estudantes de nutrição. Realizou-se estudo de delineamento transversal. A amostra foi composta por 50 adolescentes com idade entre 18 e 19 anos de idade. O comer transtornado foi avaliado pela Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas (EAAT-17). As crenças alimentares positivas, negativas e permissivas foram avaliadas por meio do questionário Eating Beliefs Questionnaire (EBQ-18). Questões sociodemográficas, peso e altura autorreferidos foram coletados. Os dados foram analisados no software JAMOVI, considerando significativo p<0,05. A média de idade das participantes foi de 18,9 anos, com um IMC médio de 22,9 kg/m2. Quanto os status de peso, 46,2% estavam eutróficas, 21,2% com sobrepeso e 28,8% com obesidade, evidenciando que 50% das participantes apresentavam excesso de peso. Em relação às crenças alimentares, o escore total do EBQ-18 foi de 41,23 pontos, sendo que as crenças negativas apresentaram média de 17,75, as positivas 11,94 e as permissivas 11,54 pontos. Esses escores são obtidos em escala tipo Likert de 1 a 5, indicando maior frequência e intensidade das crenças alimentares quanto mais altos os valores. O escore médio do EAAT-17, que varia de 17 a 80 pontos, foi de 31,79, refletindo a presença de atitudes alimentares disfuncionais entre as participantes. Verificou-se correlação positiva entre os escores total de crenças alimentares e o escore de comer transtornado, especialmente com as crenças negativas e permissivas. Ademais os escores das crenças positivas, negativas e permissivas foram preditores do comer transtornado, independentemente do índice de massa corporal, renda e status de trabalho. Os resultados sugerem que as crenças alimentares são fatores significativos para o desenvolvimento do comer transtornado entre estudantes universitárias. Esses achados enfatizam a importância de focar nas crenças alimentares em programas de prevenção de transtornos alimentares, considerando que estas crenças podem ser determinantes. Estratégias de intervenção devem ser desenvolvidas com base nas crenças alimentares predominantes entre as jovens, visando reduzir os comportamentos alimentares disfuncionais e promover uma abordagem mais saudável em relação à alimentação e a imagem corporal.
A adolescência é uma fase de intenso desenvolvimento físico e emocional, caracterizado pelo inicio da busca por autonomia e identidade. Comportamento alimentares adquiridos nesse período podem perdurar ao longo da vida e são influenciados por múltiplos fatores, como a percepção corporal, crenças pessoais e padrões culturais. O comer transtornado, mais comum em mulheres, envolve práticas alimentares disfuncionais ligadas à insatisfação corporal e desejo de controlar o peso, sendo um fator de risco para transtornos alimentares. As crenças alimentares desempenham papel central na formação do comportamento alimentar, e são definidas como convicções, ideias ou opiniões que influenciam interpretação da realidade e a tomada de decisões sobre a alimentação. Podem ser conscientes ou inconscientes e se formam com base em experiências pessoais, influências externas e construções socioculturais. As crenças alimentares podem afetar diversos aspectos do comportamento alimentar, como escolhas alimentares, preparação de alimentos, horários das refeições e relação com o próprio corpo. O objetivo deste estudo foi identificar a relação entre comer transformado e crenças alimentares em jovens do sexo feminino estudantes de nutrição. Realizou-se estudo de delineamento transversal. A amostra foi composta por 50 adolescentes com idade entre 18 e 19 anos de idade. O comer transtornado foi avaliado pela Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas (EAAT-17). As crenças alimentares positivas, negativas e permissivas foram avaliadas por meio do questionário Eating Beliefs Questionnaire (EBQ-18). Questões sociodemográficas, peso e altura autorreferidos foram coletados. Os dados foram analisados no software JAMOVI, considerando significativo p<0,05. A média de idade das participantes foi de 18,9 anos, com um IMC médio de 22,9 kg/m2. Quanto os status de peso, 46,2% estavam eutróficas, 21,2% com sobrepeso e 28,8% com obesidade, evidenciando que 50% das participantes apresentavam excesso de peso. Em relação às crenças alimentares, o escore total do EBQ-18 foi de 41,23 pontos, sendo que as crenças negativas apresentaram média de 17,75, as positivas 11,94 e as permissivas 11,54 pontos. Esses escores são obtidos em escala tipo Likert de 1 a 5, indicando maior frequência e intensidade das crenças alimentares quanto mais altos os valores. O escore médio do EAAT-17, que varia de 17 a 80 pontos, foi de 31,79, refletindo a presença de atitudes alimentares disfuncionais entre as participantes. Verificou-se correlação positiva entre os escores total de crenças alimentares e o escore de comer transtornado, especialmente com as crenças negativas e permissivas. Ademais os escores das crenças positivas, negativas e permissivas foram preditores do comer transtornado, independentemente do índice de massa corporal, renda e status de trabalho. Os resultados sugerem que as crenças alimentares são fatores significativos para o desenvolvimento do comer transtornado entre estudantes universitárias. Esses achados enfatizam a importância de focar nas crenças alimentares em programas de prevenção de transtornos alimentares, considerando que estas crenças podem ser determinantes. Estratégias de intervenção devem ser desenvolvidas com base nas crenças alimentares predominantes entre as jovens, visando reduzir os comportamentos alimentares disfuncionais e promover uma abordagem mais saudável em relação à alimentação e a imagem corporal.
URI: http://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/2507
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