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Título: (In)segurança alimentar e comportamento alimentar em adolescentes quilombolas do município de Macapá-AP
Autor(es): Castro, Adriana Garcia Peloggia de
Figueiredo, Alline Luziane Honda
Palavras-chave: adolescente
comportamento alimentar
insegurança alimentar
quilombolas
Data do documento: 2025
Editor: Centro Universitário São Camilo
Citação: FIGUEIREDO, Alline Luziane Honda. (In)segurança alimentar e comportamento alimentar em adolescentes quilombolas do município de Macapá-AP. São Paulo, 2025. 87 p. Dissertação (Mestrado em Nutrição do Nascimento à Adolescência) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2025.
Resumo: Os quilombolas são povos historicamente marginalizadas e são vulneráveis à insegurança alimentar (IA). A IA podendo influenciar os comportamentos alimentares e o status de peso, principalmente entre adolescentes que estão em crescimento e desenvolvimento. Existe uma lacuna nos estudos que avaliem os comportamentos alimentares de adolescentes residentes de comunidades quilombolas, e dos estudos que avaliam os padrões dietéticos a maioria é na região sul-sudeste do país de regiões urbanas. Portanto, o objetivo foi avaliar a relação entre os níveis de insegurança alimentar e associação com a diversidade alimentar de adolescentes quilombolas de Macapá-AP. Estudo transversal de base escolar com 301 adolescentes quilombolas (55,52% do sexo feminino e 58,14% entre 10-14 anos). A insegurança alimentar foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar com 14 perguntas itens e o nível de insegurança alimentar classificada em leve, moderada e severa. A diversidade alimentar foi avaliada por meio dos marcadores dietéticos de 24horas adaptados do SISVAN com 9 grupos de alimentos, ocasiões alimentares e realização das refeições utilizando equipamentos eletrônicos. Questões sociodemográficas foram reportadas como co-variáveis do estudo. Estatística descritiva, análise de regressão multinominal logística e modelos de equação estrutural foram utilizados para as possíveis associações. Todas as análises foram realizadas no programa R Studio versão 2023 com níveis de significância de 5% (p<0,05). A prevalência de IA foi de 83,39%, e a média de diversidade da dieta foi de 8,80 (95% IC 8,24; 9,36) para adolescentes em segurança vs. 8,57 (95% IC 8,32; 8,82) para insegurança alimentar. Status de peso dos adolescentes apresentaram efeito direto negativo na diversidade dieta (ß=-0,32, EP 0,13), enquanto a raça (ß = -2,12, EP 0,87), status de peso (ß = -0,61; EP 0,24), renda familiar (ß = -0,00, EP 0,00) e benefícios governamentais (ß = -1,62; EP 0,60) apresentação associação negativa com a IA. Houve tendência linear significativa entre pontuação da dieta e IA sendo que adolescentes no último quartil apresentam melhores pontuações e menores chances para a IA. Adolescentes que estão em segurança alimentar tem menores chances de consumir o café da manhã (OR = 0.61; 95% CI 0.44; 0.84) e almoço (OR = 0,39; 95%CI 0,20; 0.76) comparados àqueles que estão em IA. Aproximadamente 45% dos três principais alimentos mais consumidos entre adolescentes em IA são os cereais, feijões e o açaí. O estudo revelou uma elevada prevalência de IA e comportamentos alimentares que merecem atenção. Futuros estudos devem ser encorajados para a realização de estratégias comportamentais e políticas públicas eficazes com o incentivo no consumo de frutas, verduras e legumes, dando ênfase na diversidade alimentar e no resgate de práticas alimentares tradicionais.
Os quilombolas são povos historicamente marginalizadas e são vulneráveis à insegurança alimentar (IA). A IA podendo influenciar os comportamentos alimentares e o status de peso, principalmente entre adolescentes que estão em crescimento e desenvolvimento. Existe uma lacuna nos estudos que avaliem os comportamentos alimentares de adolescentes residentes de comunidades quilombolas, e dos estudos que avaliam os padrões dietéticos a maioria é na região sul-sudeste do país de regiões urbanas. Portanto, o objetivo foi avaliar a relação entre os níveis de insegurança alimentar e associação com a diversidade alimentar de adolescentes quilombolas de Macapá-AP. Estudo transversal de base escolar com 301 adolescentes quilombolas (55,52% do sexo feminino e 58,14% entre 10-14 anos). A insegurança alimentar foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar com 14 perguntas itens e o nível de insegurança alimentar classificada em leve, moderada e severa. A diversidade alimentar foi avaliada por meio dos marcadores dietéticos de 24horas adaptados do SISVAN com 9 grupos de alimentos, ocasiões alimentares e realização das refeições utilizando equipamentos eletrônicos. Questões sociodemográficas foram reportadas como co-variáveis do estudo. Estatística descritiva, análise de regressão multinominal logística e modelos de equação estrutural foram utilizados para as possíveis associações. Todas as análises foram realizadas no programa R Studio versão 2023 com níveis de significância de 5% (p<0,05). A prevalência de IA foi de 83,39%, e a média de diversidade da dieta foi de 8,80 (95% IC 8,24; 9,36) para adolescentes em segurança vs. 8,57 (95% IC 8,32; 8,82) para insegurança alimentar. Status de peso dos adolescentes apresentaram efeito direto negativo na diversidade dieta (ß=-0,32, EP 0,13), enquanto a raça (ß = -2,12, EP 0,87), status de peso (ß = -0,61; EP 0,24), renda familiar (ß = -0,00, EP 0,00) e benefícios governamentais (ß = -1,62; EP 0,60) apresentação associação negativa com a IA. Houve tendência linear significativa entre pontuação da dieta e IA sendo que adolescentes no último quartil apresentam melhores pontuações e menores chances para a IA. Adolescentes que estão em segurança alimentar tem menores chances de consumir o café da manhã (OR = 0.61; 95% CI 0.44; 0.84) e almoço (OR = 0,39; 95%CI 0,20; 0.76) comparados àqueles que estão em IA. Aproximadamente 45% dos três principais alimentos mais consumidos entre adolescentes em IA são os cereais, feijões e o açaí. O estudo revelou uma elevada prevalência de IA e comportamentos alimentares que merecem atenção. Futuros estudos devem ser encorajados para a realização de estratégias comportamentais e políticas públicas eficazes com o incentivo no consumo de frutas, verduras e legumes, dando ênfase na diversidade alimentar e no resgate de práticas alimentares tradicionais.
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