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Título: A influência dos estilos parentais na seletividade alimentar de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista
Autor(es): Corrêa, Fernanda Ferreira
Gonzaga, Ana Luiza
Palavras-chave: comportamento alimentar
nutrição da criança
transtorno do espectro autista
Data do documento: 2025
Editor: Centro Universitário São Camilo
Citação: GONZAGA, ANA LUIZA. A influência dos estilos parentais na seletividade alimentar de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista. São Paulo, 2025. 76 p. Dissertação (Mestrado em Nutrição do Nascimento à Adolescência) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2025.
Resumo: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido como um transtorno do desenvolvimento neurológico caracterizado por déficit persistente na comunicação e interação social em diferentes contextos, associados a padrões de comportamentos, interesses ou atividades restritas. Uma característica presente nessa população, em relação às preferências e padrões alimentares, é a seletividade alimentar, pois os principais fatores que influenciam o desenvolvimento do TEA podem gerar certa limitação e dificuldade em provar novos alimentos. Isso pode deixar os pais aflitos por não conseguirem oferecer refeições aos seus filhos. Objetiva-se avaliar estilos parentais em relação à alimentação de crianças de ambos os sexos entre 5 e 10 anos. Para isso, foi feito um estudo transversal observacional quantitativo aprovado pelo comitê de ética em pesquisa, com coleta de dados primários. Participaram 52 pais e/ou mães, responsáveis de crianças de ambos os sexos entre 5 e10 anos de idade. O Estilo Parental na Alimentação foi identificado utilizando-se o instrumento Cargiver’s Feeding Styles Questionnaire (CFSQ), validado para população brasileira sob nome de Questionário de Estilos Parentais na Alimentação (QEPA). Em relação à seletividade alimentar, foi utilizada a Escala de Avaliação de Comportamento Alimentar em Pacientes com TEA. O estado nutricional foi determinado por meio dos índices peso/idade, estatura/idade e IMC/idade. A classificação das crianças foi realizada conforme os parâmetros determinados pela Organização Mundial da Saúde realizados no programa Who Anthro Plus.A normalidade das variáveis contínuas foi verificada utilizando o teste de teste de Kolmogorov-Smirnov. As associações entre as variáveis categóricas foi avaliada utilizando o teste exato de Fisher ou o teste qui-quadrado (?2), conforme aplicável. O teste qui-quadrado (?2) para tendências foi empregado para variáveis ordinais. Para comparações de variáveis contínuas entre dois grupos independentes, foi aplicado o teste de Mann-Whitney, enquanto comparações entre três ou mais grupos foram realizadas utilizando a análise de variância (ANOVA) seguida do teste de Kruskal-Wallis, para dados não paramétricos. Os três estilos parentais que apareceram nessa pesquisa foram: não envolvido, responsivo e permissivo, em ambos os sexos, a maioria das crianças apresentou peso proporcional para a idade. Em relação à seletividade alimentar, a maioria das crianças foi classificada como sempre seletivas ou frequentemente seletivas Os resultados desse estudo permitiram identificar que o estilo parental não envolvido foi o mais prevalente, assim como a alta presença da seletividade alimentar em crianças com TEA. Apesar da maioria das crianças estarem eutróficas, é importante monitorar os casos de excesso de peso, especialmente entre os meninos, ressaltando a importância de acompanhamento nutricional.
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