Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/1330
Título: Ação ansiolítica de derivados da cannabis sativa: uma revisão
Autor(es): Xylaras, Beatriz Duarte Palma
Miranda, Rafaella Rodrigues
Beserra, Raquel Freitas
Palavras-chave: Canabidiol
Cannabis
Dronabinol
Questionário de saúde do paciente
Transtornos de ansiedade
Data do documento: 2022
Editor: Centro Universitário São Camilo
Citação: MIRANDA, Rafaella Rodrigues; BESERRA, Raquel Freitas. Ação ansiolítica de derivados da cannabis sativa: uma revisão. São Paulo, 2022. 61 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biomedicina) - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2022.
Resumo: A ansiedade é um sentimento natural e que está relacionado à sobrevivência da espécie, contando com a antecipação ao perigo iminente, bem como respostas físicas e mentais frente a um agressor. Na Antiguidade Clássica, os transtornos de ansiedade já eram conhecidos como problemas e eram tratados normalmente como qualquer outra doença. Ao longo de muitos séculos esses conhecimentos e tratamentos deixaram de ser aprofundados, de forma que apenas a partir do século 17 os distúrbios mentais passaram a ser estudados com maior profundidade e interesse, deixando de lado a visão religiosa e abrindo espaço para os fatos e a ciência. Na sociedade atual, a ansiedade deixou de ser apenas um instinto de sobrevivência e tornou-se um fator de risco, no qual ela própria traz malefícios aos indivíduos. Estudos indicam que aproximadamente 4% da população mundial possui algum diagnóstico de ansiedade; no Brasil, cerca de 8% da população tem algum transtorno de ansiedade, e mais de 15% algum outro diagnóstico de transtornos de saúde mental. Entretanto, estes números podem ser ainda maiores, visto que em muitos lugares há a subnotificação, falta de diagnósticos e mesmo o preconceito com as questões de saúde mental, que levam os indivíduos a ignorarem esses problemas. Apesar disso, os tratamentos convencionais são bastante amplos e contam com uma diversidade de classes farmacológicas, porém a complexidade de casos de alguns pacientes, desenvolvimento de baixa responsividade aos fármacos e aumento de efeitos colaterais relacionados a eles têm trazido à tona pesquisas e discussões acerca de novas classes farmacológicas e diferentes abordagens terapêuticas. A Cannabis sativa é uma planta dioica originária da Ásia, que apresenta uma multiplicidade de substâncias psicoativas, cujas concentrações podem variar de 10 a 20% em plantas fêmeas a depender de fatores genéticos, ambientais, entre outros. Os principais componentes psicoativos, e atualmente de maior interesse científico e medicinal, são o ?9-tetraidrocanabinol (?9-THC) e o canabidiol (CBD). Esse interesse aumentou em meados da década de 1960, quando um grupo de pesquisadores isolou o ?9-THC, e três décadas depois, foi identificado um receptor cerebral capaz de interagir com ele. Desde então, os estudos acerca do uso farmacológico dos derivados da Cannabis têm crescido, com um número cada vez maior de publicações e descobertas. Um importante achado nos últimos anos foi em relação à ação dos derivados da Cannabis em sintomas da ansiedade, em especial o CBD, mas também do ?9-THC, e com vantagens quando comparados aos tratamentos convencionais, incluindo menor tempo de surgimento de resultados e poucos efeitos colaterais. Entretanto, alguns estudos ainda visam determinar as quantidades adequadas para que a terapia seja bem-sucedida, bem como a identificar se a longo prazo os efeitos serão duradouros e se haverá ou não o aparecimento de efeitos colaterais significativos.
URI: http://repo.saocamilo-sp.br:8080/jspui/handle/123456789/1330
Aparece nas coleções:Trabalhos de Conclusão de Curso (Graduação)

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Raquel Freitas Beserra.pdf870.69 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.